Como andam suas dívidas financeiras? E as emocionais?

Muitos acreditam que ter dívidas, ou nascer em um país endividado, é um resgate de vidas passadas. Pessoas assim, muitas vezes, apresentam maior facilidade em aceitar e lidar com situações difíceis, relacionadas à falta de recursos para viver. No entanto, há outra parcela da população que não segue essa crença.

Dívidas financeiras podem ter várias causas: desemprego, compulsão ao consumo, desorganização gerada pela falta de planejamento econômico e/ou ausência de foco, de habilidades para lidar com o tema, medo de arriscar-se, descontrole do orçamento familiar, morte dos provedores, patrimônio lesado por situações ou terceiros… Não faltam situações para levar um indivíduo a vivenciar verdadeiros apertos na hora de pagar as contas, criando uma onda de inadimplentes.

Mas também somos vítimas de dívidas emocionais. Estas, normalmente, têm sua semente nas questões não resolvidas em nossas famílias de origem e gerações anteriores à nossa. Adquirir dívidas emocionais é semelhante à aquisição de as financeiras, porque não pedimos para nascer em família com histórias difíceis, como abusos emocionais e sexuais, segredos obscuros, pessoas autoritárias, pai ou mãe irresponsável, conflitos conjugais, separações conflituosas. A não ser que a pessoa nasça em uma família que crê em vidas passadas e aceita as experiências emocionais como resgates de dívidas anteriores.

Mas o que os devedores financeiros e emocionais têm em comum? Ambos não se planejam. De um lado, criam altas expectativas com relação aos gastos financeiros, sem apresentar habilidades e fontes para lidar com o tema. De outro, desenvolvem falsas percepções de seus relacionamentos pessoais, desconhecendo seus diferenciais para potencializar e fortalecer trocas afetivas autênticas.

De forma geral, autoestima baixa aparece em ambas. Nas financeiras, a pessoa “boazinha” é dotada de grande ingenuidade e acredita que todos deveriam respeitar as regras do jogo, porém ela esquece que essas regras são do mercado financeiro, não suas. Por sua vez, os devedores emocionais são pouco assertivos, “não sabem dizer não”, extremamente leais às leis da família de origem, podendo desenvolvem o medo de “crescer emocionalmente”, fazendo o “jogo do contente” para evitar frustrações, rejeições, ou seja, dança conforme a plateia pede. Isso significa que nunca são eles mesmos, mas o que os outros querem que sejam.

Não traçar planos, não criar metas, não ter clareza de objetivos são características de ambos devedores, os financeiros e os emocionais. Isto porque qualquer organização a respeito pode colocá-los em contato com a realidade, descobrindo limitações e competências.

Não resolver dívidas financeiras, delegando-as a nossa realidade (à crise econômica), não deixa de ser uma forma de autossabotagem. Ao mesmo tempo, não encarar as dívidas emocionais que temos com pais, irmãos, avôs, tios também é uma atitude de quem “enxuga gelo”.

Ambas as situações – e muitas vezes as duas acontecem na vida da mesma pessoa – causam problemas de saúde, estresse e a sensação de vazio, de impotência.

Por isso, te faço um convite: analise a saúde financeira e emocional de sua vida. Como estão ambas. Será que você não está se negligenciando e colocando em risco o seu bem-estar e de pessoas que você ama?

Não se desespere, porque você não é único. Muitas pessoas passam pelos mesmos problemas. Segundo, porque você pode contar conosco para ajudá-lo a se resgatar dessa crise, seja financeira, seja emocional. Aliás, reflita se uma não está levando a outra, o que é bem comum nas realidades das famílias.

Se quiser conversar a respeito, estou aqui. É só entrar em contato.

Você merece encerrar o ano em paz e ter novos pensamentos e metas, bem mais saudáveis, para o novo ano que se aproxima.

Sebastião Souza
Psicoterapeuta de casais e famílias

Curso Modular – Modulo 2

Objetivo:

Fornecer fundamentos teóricos e práticos aos profissionais, estudantes e pessoas que trabalham ou que se interessam trabalhar com casais, de modo que possam construir técnicas e ferramentas que possibilitem o sucesso e a eficácia do trabalho terapêutico.

Público Alvo:

Profissionais, estudantes das áreas de saúde, educação e humanas e pessoas que trabalham ou queiram trabalhar com famílias, nos diversos contextos relacionais: clínicas, escolas, comunidades, instituições públicas, privadas e religiosas.

Conteúdo Programático:

– Pensamento sistêmico
– O casal como um sistema que se retroalimenta
– Teoria da comunicação
– Método sistêmico/vincular aplicado à terapia de casal
– A formulação de hipóteses sistêmicas relacionadas à construção do casal
– Matriz conjugal e missão conjugal
– Ciclo vital e genograma cruzado
– Escolha do parceiro, teoria do encontro
– Modelo de entrevista conjugal
– O “padrão que liga” o vínculo conjugal, padrão estrutural retroalimentador
– Grau de indiferenciação dos cônjuges com relação à família de origem
– Escolas: Terapia Estrutural e teorias dos sistemas familiares de Bowen
– Metodologia sistêmica/cibernética utilizada no atendimento clínico de casais
– Técnicas e ferramentas utilizadas para eficácia e qualidade dos atendimentos clínicos de casais
– Exercícios vivenciais: dramatização de atendimento simulado de casal
– Atendimentos clínicos ao vivo
– Supervisão clínica e de casos
– Seminários Temáticos: doenças autoimunes e psicossomáticas, distúrbios mentais/emocionais, dependência química, coodependência afetiva, enfermagem e família, casamento e espiritualidade, dentre outros.

Diferenciais:

Adesão de metodologias proativas

– Aprendizagem por meio de atividades, de forma investigativa , desafiadora e colaborativa
– Aprendizagem baseada na solução de problemas
– Professor facilitador para selecionar experiências significativas dos participantes, contribuindo para a resolução dos problemas propostos
– O aluno é o protagonista do seu processo de ensino-aprendizagem
– Corpo do docente altamente especializado com vasta experiência no atendimento de casais
– Metodologia sistêmico-cibernética como ferramenta criativa e eficaz no tratamento de casais

Certificação: Certificado pela escola Família com Vida e Vinculovida.

Data de Início: 22/Setembro/2018 (Sábado)

A abertura de cada módulo está relacionada à existência de um quórum mínimo de 8 pessoas.

Horário: 8h30 às 17h30 (mensais)

Carga Horária: 72 horas/aula (48 horas/aula presenciais e 24 horas/aula a distância)

Duração: 1 Módulo por semestre (6 encontros, sendo 1 por mês). Módulos independentes (não precisa cursá-los na sequência, mas pelos temas de seu interesse)

Local: Rua Loefgren nº 528 – Vila Clementino – Próximo do Metrô Santa Cruz – SP

Investimento: Consulte-nos sobre o valor do curso

Informações:

Tel.(11) 5084-4749

Cel.: (11) 9 9276-1327 (WhatsApp)

Se você clicar no botão do WhatsApp, a direita de nossa página, poderá entrar em contato com o Prof. Sebastião Souza.

E-mail:

secretaria@vinculovida.com.br – sebastiao.souza@vinculovida.com.br.

Observação: Profissionais formados pela Escola Vinculovida terão desconto de 10%.

Feminicidio: este problema também é seu!

Uma das grandes inquietações dos pensadores da Grécia Antiga era como compreender a composição do universo, a partir de quatro elementos até então conhecidos e respeitados pelo homem: água, vento, fogo e terra.

Essas inquietações tinham fundamento, já que retratavam a preocupação de compreender a força de cada elemento, individualmente ou atuando juntos, responsável por um padrão de ligação do homem com a natureza.

Com o passar dos anos, a ciência evoluiu sensivelmente e podemos dizer que, hoje, já é possível fazer uma predição e prevenção de quando o homem se opõe a essa natureza, desrespeitando-a. Prova disso são os acidentes naturais.

Quando esses incidentes ocorrem, a ciência consegue, em muitos casos, minimizá-los, curando possíveis estragos dos terremotos (terra), maremotos (água), incêndios devastadores (fogo) e furacões (ar).

Não menos importante, mas seguindo uma ordem de prioridade para a sobrevivência, o homem grego prezava os relacionamentos humanos com uma condição sine qua non para a convivência saudável a partir de um “código de ética individual”.

Um dos primeiros artigos desse código era:

Aquilo que quero para minha vida pessoal devo usar com medida ao tratar o meu próximo.

Neste ponto parece que não evoluímos muito, ou seja, não acompanhamos o desenvolvimento da ciência. O quinto elemento, o homem, tem feito estragos irreversíveis. Parece que não nos ocupamos em entender melhor o ser humano bondoso e amoroso, de um lado, e maléfico e perverso, de outro.

Como prever o funcionamento emocional desse quinto elemento? Quase que impossível! Como compreender dados publicados pelo jornal “O Estado de S. Paulo” (14 de outubro de 2017), que revelam o assassinato de 63 mulheres pelos seus maridos ou ex-maridos, neste ano?

O mês de agosto foi recorde: 12 vítimas dessa barbárie! Parece que voltamos no tempo – ou, talvez, nunca tenhamos vencido esse passado vergonhoso – em que egos feridos, os narcisistas inconformados, apelam e comentem o crime de feminicidio, deixando tantas crianças órfãs, sem qualquer respeito a histórias construídas nessas parceiras.

O risco de vida eminente já se constituiu no momento da escolha do parceiro. As mulheres vivem um jogo de roleta russa, muitas vezes sem sequer notar qualquer irracionalidade naqueles que se diziam seus cúmplices de vida.

Esse é o fruto de uma sociedade machista e narcisista, que fere ou mata mulheres de diferentes contextos sociais, só porque são mulheres. O pior é que o desrespeito e a desqualificação do gênero feminino estão presentes em todos os cenários: na família, no casamento, na vida profissional e nas relações interpessoais.

O que nós profissionais, pessoas comuns, cientistas, mães, pais, podem fazer? Ficar parado é que não é. Vamos denunciar! É preciso que a sociedade se posicione e lance mão de artifícios legais, já existentes, como a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006).

Temos o dever de construir novos suportes para ajudar pais, mães e familiares a perceberem que essas mortes absurdas são de NOSSA responsabilidade.

Sabem o que pode ajudar a mudar isso? É acabar com essa distinção, que começa na educação infantil, em que “isto é coisa de menina”, “isto é coisa de menino”. Você até pode achar absurdo eu dizer isso, mas é no que eu acredito. Meninas, meninos, homens, mulheres são seres em eterna evolução orgânica/emocional/ espiritual. Pense no que impomos a mulheres e a homens em nossa sociedade. Veja se é justo e se permite a igualdade da evolução a ambos os gêneros.

A ciência pode dar conta de uma parte de nossa existência. A outra parte eu e você somos corresponsáveis. Ou mudamos esse modus operandi que oprime as minorias e as mulheres ou continuaremos sendo uma vergonhosa sociedade narcísica e doente. É isso que queremos deixar aos nossos filhos e netos?

Sebastião Souza
Psicoterapeuta de casais e de famílias